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MMOG/LE — Avaliação da Gestão de Materiais e Logística

O que é o MMOG/LE, por que a montadora exige a autoavaliação de logística, e como preparar a planta para a nota que o cliente cobra.

Estantes de armazém com etiquetas de endereçamento e coletor de código de barras, com o selo MMOG/LE

O que é

O MMOG/LE é o referencial de avaliação da gestão de materiais e logística usado pela cadeia automotiva. Enquanto a IATF 16949 olha o sistema da qualidade e a VDA 6.3 olha o processo produtivo, o MMOG/LE olha o que costuma derrubar entrega mesmo com qualidade em ordem: previsão, programação, estoque, embalagem, transporte, comunicação com o cliente e plano de contingência.

Ele funciona por autoavaliação: a planta responde ao questionário, pontua, e a montadora cobra o resultado — frequentemente com nota mínima contratual e plano de ação para o que ficou abaixo. Algumas exigem evidência da autoavaliação periodicamente; outras auditam o que foi declarado.

👉 O ponto que mais gera surpresa: por ser autoavaliação, é fácil pontuar alto no papel. E é exatamente isso que o cliente verifica quando aparece atraso — a distância entre a nota declarada e a operação real vira problema de credibilidade, não só de logística.

Quem costuma precisar. Fornecedores diretos de montadoras, sobretudo quando há histórico de falha de entrega, mudança de volume, ou entrada em programa novo.

Quanto custa

Não há organismo certificador: é autoavaliação, com verificação do cliente. O custo está na preparação e na correção, e depende de quanto a logística da planta é gerida por processo em vez de por esforço individual.

O que costuma pesar:

  • Dados de demanda e programação — se a programação vive de planilha pessoal, a pontuação cai e a correção mexe em sistema.
  • Acuracidade de estoque — medida, e não estimada.
  • Embalagem e identificação conforme o padrão do cliente.
  • Plano de contingência que exista de verdade: o que acontece se faltar insumo, se o caminhão não chegar, se o sistema cair.
  • Comunicação com o cliente — quem avisa, em quanto tempo, por qual canal.

Quanto tempo leva

A autoavaliação em si leva dias. O que leva tempo é fechar as lacunas que ela revela, porque boa parte delas depende de sistema, de fornecedor ou de transportadora — terceiros com agenda própria.

O que faz parar, em ordem de frequência:

  1. Acuracidade de estoque baixa. Corrigir exige inventário, disciplina de apontamento e, muitas vezes, mudança de rotina no chão de fábrica.
  2. Dependência de pessoa. Programação que só uma pessoa sabe fazer pontua mal e demora a virar processo.
  3. Contingência inexistente. Escrever é rápido; combinar com fornecedor e transportadora, não.
  4. Sistema que não entrega o dado. Quando o ERP não mostra o indicador que o referencial pede, entra projeto de TI no meio do caminho.

Como implantar

  1. Autoavaliação assistida. Responder o questionário com quem opera, com evidência na mesa — e não pela impressão de quem coordena.
  2. Diagnóstico honesto da nota. A nota que o cliente encontraria, não a que se gostaria de ter.
  3. Plano de ação priorizado pelo que o cliente cobra primeiro e pelo que sustenta entrega.
  4. Correção com dado. Acuracidade medida, programação documentada, contingência combinada com os terceiros envolvidos.
  5. Reavaliação. Para confirmar que a nota mudou na operação, não no formulário.
  6. Formação da equipe de logística, para a planta manter a avaliação sozinha nos ciclos seguintes.

O que a Target-Q entrega. Condução da autoavaliação, leitura crítica do resultado, plano de ação e formação. O que não entrega: implantação de ERP e contratação de transporte — quando a lacuna é essa, dizemos cedo, para entrar no orçamento certo.