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CQI-9 — Avaliação do Sistema de Tratamento Térmico

O que é a avaliação de sistema de tratamento térmico CQI-9, o que o cliente cobra e como preparar a planta para a pontuação.

Forno de tratamento térmico com o painel de temperatura estável, com o selo CQI-9

O que é

O CQI-9 é a avaliação do sistema de tratamento térmico na cadeia automotiva. Tratamento térmico é processo especial: o resultado não se verifica olhando a peça pronta — a propriedade que importa está dentro do material, e um desvio de temperatura ou de tempo produz peça de aparência perfeita e desempenho comprometido.

Por isso a avaliação é dura com controle de processo e com equipamento: uniformidade de temperatura do forno, instrumentação calibrada, alarmes, atmosfera, tempo de ciclo, meio de resfriamento, e a competência de quem opera. O questionário cobre o sistema de gestão do processo e desce às tabelas específicas de cada tipo de tratamento.

👉 O que mais reprova: ensaio de uniformidade de temperatura fora de validade ou fora do critério, instrumentação sem rastreabilidade de calibração, e registro que não permite reconstituir o ciclo de um lote.

Quem precisa. Quem faz tratamento térmico próprio, e também quem compra o serviço: o cliente automotivo cobra do fornecedor da peça, mesmo quando o forno é de terceiro.

Quanto custa

Não há organismo certificador — a avaliação é do cliente ou autoavaliação verificada. O custo está em três frentes: ensaios e calibração (uniformidade de forno, sensores, instrumentos), correção de equipamento quando o ensaio reprova, e organização de registros para rastrear ciclo por lote.

A frente de equipamento é a que surpreende: forno antigo pode precisar de manutenção ou de retrofit para atender ao critério, e isso é orçamento de engenharia, com prazo de parada.

Quanto tempo leva

Governado pelos ensaios e pelo que eles revelarem. Se a uniformidade reprovar, entra manutenção, novo ensaio e, às vezes, parada de produção — nessa ordem e com prazos de terceiros.

O que faz parar: ensaio vencido descoberto tarde; sensor sem rastreabilidade; registro incompleto que impede reconstituir o histórico do lote; e tratamento terceirizado sem avaliação equivalente — o cliente cobra de quem entrega a peça, não de quem operou o forno.

Como implantar

  1. Mapa térmico do parque: quais fornos, quais receitas, quais peças dependem de cada um.
  2. Situação dos ensaios e da calibração — pesquisa de uniformidade de temperatura e teste de precisão do sistema são o primeiro lugar onde o avaliador olha, e o que mais vence sem ninguém notar.
  3. Rodada na planta com o questionário, junto do forneiro e de quem libera o lote.
  4. Separar o que é registro, o que é rotina e o que é equipamento — misturar os três num plano só é o que faz a avaliação seguinte encontrar as mesmas lacunas.
  5. Corrigir e reensaiar, com o laudo novo no lugar do antigo.
  6. Competência demonstrável de forneiro e inspetor — em processo especial, "sabe fazer" tem de estar provado, não presumido.
  7. O mesmo padrão no tratamento terceirizado, porque o cliente cobra de quem entrega a peça.

Conduzimos a rodada, ordenamos o plano e formamos a equipe. Pesquisa de uniformidade, teste de precisão e calibração são contratações à parte, com laboratório — e dizemos isso no começo, para entrar no orçamento certo.