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CQI-8 — Auditoria de Processo em Camadas (LPA)

O que é a auditoria de processo em camadas (LPA) do CQI-8, por que ela falha na maioria das plantas e como fazê-la valer.

Formulário de auditoria de processo em camadas ao lado de um centro de usinagem, com o selo CQI-8

O que é

O CQI-8 é o guia da AIAG para auditoria de processo em camadas — a LPA, de Layered Process Audit. A ideia é simples e poderosa: as mesmas poucas perguntas sobre o posto de trabalho são verificadas por camadas diferentes da organização, com frequências diferentes. O supervisor verifica todo dia; o gerente, toda semana; a direção, todo mês.

O que se procura não é uma não conformidade inédita: é a disciplina do padrão. A LPA existe para responder uma pergunta incômoda — o que está escrito no procedimento continua acontecendo quando ninguém está olhando?

👉 Por que ela falha na maioria das plantas: vira preenchimento de formulário. A camada de cima assina sem ir ao posto, a pergunta é genérica demais para dar resposta útil, e o achado não tem consequência. A auditoria em camadas que funciona tem perguntas específicas do posto, é feita no posto, e o que se encontra é tratado com prazo.

Quando ela é cobrada. Muitos clientes automotivos exigem LPA como parte do sistema, e ela aparece em auditoria de processo e em plano de ação depois de reclamação de campo.

Quanto custa

Não há certificação de CQI-8: é uma prática interna, verificada pelo cliente. O custo é de estruturação e de tempo das lideranças — e esse segundo item é o que costuma ser subestimado, porque envolve gente que já tem agenda cheia.

Pesa na conta: definir as perguntas certas por posto (trabalho técnico, não administrativo), montar a matriz de camadas e frequências, treinar quem vai auditar e criar o ciclo de tratamento dos achados.

Quanto tempo leva

A estruturação é rápida — semanas. O que leva tempo é fazer pegar: as primeiras rodadas revelam se as camadas de cima realmente vão ao chão de fábrica.

O que faz parar: pergunta genérica que qualquer posto responde igual; camada superior que delega a auditoria; achado sem dono nem prazo; e planilha que ninguém consolida — sem consolidação, não há tendência, e sem tendência a LPA não informa nada.

Como implantar

  1. Escolher os postos e os riscos — onde o desvio dói mais.
  2. Escrever as perguntas específicas, verificáveis em minutos, com resposta objetiva.
  3. Definir camadas e frequências, com nome e agenda, não com cargo genérico.
  4. Treinar quem audita — inclusive a direção, que costuma ser a camada mais resistente.
  5. Tratar achado com prazo e consolidar resultado para ver tendência por posto e por turno.
  6. Revisar as perguntas quando elas passarem a ter sempre a mesma resposta: pergunta que nunca acha nada perdeu a função.

A Target-Q estrutura a LPA, forma as camadas e faz a leitura crítica das primeiras rodadas — que é quando se decide se a prática vai virar rotina ou formulário.