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CQI-12 — Avaliação do Sistema de Revestimento (Pintura)

O que é a avaliação de sistema de revestimento CQI-12 (pintura), o que o cliente cobra e como preparar a planta para a pontuação.

Peça sendo pintada por pistola em cabine de pintura, com o selo CQI-12

O que é

O CQI-12 é a avaliação do sistema de revestimento — pintura e revestimentos orgânicos aplicados na cadeia automotiva. É outro processo especial: o defeito que importa costuma ser invisível na inspeção visual e aparece meses depois, como falha de aderência ou de resistência à corrosão, já no campo.

A avaliação cobre desde o pré-tratamento — que é onde a maioria dos problemas nasce — até aplicação, cura, controle de espessura, condições de ambiente (temperatura, umidade, limpeza do ar) e os ensaios que comprovam o resultado.

👉 O que mais reprova: controle de banho de pré-tratamento insuficiente; forno de cura sem levantamento de perfil; ensaio de aderência e espessura sem plano de amostragem; e ambiente de aplicação sem controle de particulado e umidade.

Quem precisa. Quem pinta peças para a cadeia automotiva, e quem compra pintura de terceiros.

Quanto custa

Não se certifica pintura: o que a montadora aceita é a avaliação dela, ou a sua autoavaliação verificada. O custo se concentra em controle de processo (banhos de pré-tratamento, perfil de cura, condições de cabine), ensaios e, quando necessário, adequação de instalação — filtragem de ar, controle de umidade, manutenção de forno.

A frente ambiental aparece junto: emissões, resíduos de tinta e solvente, efluente do pré-tratamento.

Quanto tempo leva

Governado pelo perfil de cura e pelos ensaios. Levantar perfil de forno exige parada programada; corrigir cabine ou sistema de ar exige obra. Ajustes de rotina e de registro são rápidos, e é por eles que começamos.

O que faz parar: perfil de forno vencido ou inexistente; pré-tratamento sem controle analítico; ensaio sem critério de aceitação claro; e rastreabilidade que não liga lote de peça a condições de processo.

Como implantar

  1. Recorte por sistema de pintura: quais revestimentos, quais linhas, quais peças.
  2. Levantar o perfil de cura e o estado do pré-tratamento — os dois pilares da avaliação, e os dois que exigem parada programada para medir direito.
  3. Rodada na linha com o questionário, seguindo uma peça do desengraxe à inspeção final.
  4. Plano separando o que se resolve no turno do que exige obra: registro e rotina de um lado; cabine, filtragem de ar, controle de umidade e forno do outro.
  5. Corrigir com evidência — inclusive novo levantamento de perfil quando o produto, a tinta ou o forno mudarem.
  6. Competência de quem opera o pré-tratamento e a cabine, que é onde a variação nasce.
  7. O mesmo padrão na pintura terceirizada, quando houver.

Conduzimos a rodada, ordenamos o plano e formamos a equipe. Levantamento de perfil, ensaios de revestimento e obra são contratações à parte — ditas no começo, para entrar no orçamento certo.