CQI-11 — Avaliação do Sistema de Galvanoplastia
O que é a avaliação de sistema de galvanoplastia CQI-11, o que o cliente automotivo cobra e como preparar a planta.

O que é
O CQI-11 é a avaliação do sistema de galvanoplastia — revestimentos aplicados por via química ou eletroquímica. Como todo processo especial, o resultado não se confere na peça pronta a olho nu: espessura, aderência e resistência à corrosão dependem de variáveis de banho que precisam estar sob controle enquanto a peça passa.
A avaliação cobre o sistema de gestão do processo e desce às tabelas específicas: composição e controle dos banhos, temperatura, densidade de corrente, tempos, enxágue, tratamento de efluente, e os ensaios que comprovam o revestimento.
👉 O que mais reprova: controle de banho por frequência insuficiente ou com método não validado; ausência de ensaio de espessura e aderência com plano definido; e rastreabilidade que não liga o lote de peça ao estado do banho no momento em que ela passou.
Quem precisa. Quem faz galvanoplastia própria e quem terceiriza — o cliente cobra de quem entrega a peça.
Quanto custa
Aqui não existe certificado a emitir — o que existe é a avaliação do cliente, ou a sua autoavaliação verificada por quem entende do processo. O custo se concentra em controle analítico (frequência e método de análise dos banhos), ensaios de revestimento e, quando o diagnóstico aponta, adequação de instalação — retificadores, agitação, filtragem, controle de temperatura.
Some a isso a parte ambiental, que anda junto: tratamento de efluente, licenciamento e destinação de resíduo são exigências legais que aparecem na avaliação como risco de continuidade.
Quanto tempo leva
Depende do que o controle de banho revelar. Ajustar frequência e método de análise é rápido; corrigir instalação ou estabilizar um processo fora de controle leva ciclos de produção — e ensaio tem prazo de laboratório.
O que faz parar: análise de banho sem método definido; ensaio de espessura sem plano de amostragem; rastreabilidade quebrada entre lote e banho; e pendência ambiental, que não se resolve com procedimento.
Como implantar
- Recorte por banho: quais revestimentos, quais linhas, quais peças críticas.
- Radiografia do controle analítico — o que é medido em cada banho, com que frequência, por qual método e por quem. É aqui que a avaliação começa e onde a maioria das plantas tropeça.
- Rodada na planta com o questionário, acompanhando uma peça do gancho ao ensaio final.
- Plano em quatro frentes que não se misturam: análise de banho, ensaio de revestimento, instalação e meio ambiente. Cada uma tem prazo e fornecedor diferentes.
- Corrigir com evidência, reancorando a rastreabilidade entre lote de peça e estado do banho.
- Competência demonstrável de quem opera a linha e de quem interpreta o resultado analítico.
- O mesmo padrão no revestimento feito fora, quando houver.
Conduzimos a rodada, ordenamos o plano e formamos a equipe. Análises laboratoriais, ensaios de espessura e aderência e obra de instalação são contratações à parte.