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Inventário de riscos e levantamento de perigos

O inventário do PGR e o levantamento de perigos da ISO 45001 vêm do mesmo trabalho de campo — e é esse trabalho que a planilha pronta não tem.

Bloqueio de equipamento com etiqueta de perigo, capacete e luvas, com o selo ISO 45001

Quem chega aqui geralmente procurou "planilha de inventário de riscos" ou "modelo de levantamento de perigos". Existem muitas, e quase todas servem para a mesma coisa: preencher um documento. Vale dizer por que a Target-Q não publica mais uma.

O perigo mora na tarefa, não na lista

Perigo é o que pode causar dano. Risco é a combinação da probabilidade com a severidade. Nenhum dos dois se descobre em planilha: descobre-se olhando a tarefa como ela é executada, no turno em que ela acontece, com quem a executa.

Modelo pronto chega com os perigos clássicos — ruído, movimentação de carga, trabalho em altura — e sem os que machucam de verdade naquela planta: o improviso da troca de ferramenta, o atalho que economiza dez minutos, a tarefa que só o mais antigo sabe fazer.

O que a ISO 45001 cobra além do PGR

A NR-01 exige o inventário de riscos e o plano de ação; a ISO 45001 exige mais do que isso, e é aí que a maioria dos sistemas fica pela metade:

  • Participação e consulta dos trabalhadores — que é o coração da norma, e não se cumpre com ata de reunião. Se quem executa não foi ouvido, o levantamento está incompleto por definição.
  • Perigos que o PGR não cobre: fatores organizacionais, jornada, assédio, saúde mental, visitantes, terceirizados e o trabalho fora das instalações.
  • Hierarquia de controles — eliminar, substituir, controlar na engenharia, sinalizar, e só então EPI. Plano que começa em EPI inverte a norma e costuma ser o achado mais repetido.

O erro que sai caro: tratar como projeto, não como rotina

O levantamento feito uma vez envelhece com a primeira máquina nova, o primeiro layout novo, o primeiro terceirizado novo. E o sintoma é traiçoeiro: o documento existe, está assinado, e descreve uma fábrica que mudou.

O caminho mais curto

Antes da planilha, a pergunta é qual é a sua exposição e o que já existe de controle funcionando sem estar registrado. O diagnóstico de adequação mede isso em 10 a 15 minutos, sobre a sua operação, e devolve a distância real até a ISO 45001 — inclusive o que aproveitar do que já foi feito para a NR-01.